9 dicas para evitar ou contornar a birra

É papel do bebê e da criança pequena ser desafiadora. Entre 1 e 3 anos de idade é o período do desenvolvimento infantil em que ela começa a perceber que é separada dos pais e está naturalmente ansiosa para buscar mais independência e controle sobre seu mundo. E aí começam os episódios de birra.

 

O problema, claro, é que enquanto seu desejo de ser a si próprio cresce a todo vapor, os toddlers ainda não conseguiram desenvolver autocontrole. Eles ainda são movidos por suas necessidades, quereres e impulsos, e não pela lógica e pela razão. Para o bem ou para o mal, a birra e os comportamentos mais frustrantes da criança pequena são normais e apropriados para o seu desenvolvimento.

 

É importante ter em mente que algumas crianças são simplesmente, por natureza, mais propensas a ser desafiadoras do que outras. Crianças cujas reações emocionais são grandes e intensas, assim como crianças que são mais cautelosas e temerosas, podem ser o oposto daquelas que são mais fáceis de lidar e flexíveis. Elas tendem a ter dificuldades com a mudança e portanto protestam, especialmente em momentos de transição (entrar no carro e sentar na cadeirinha, ir para a cama ou ir a lugares novos), uma vez que essas experiências podem ser estressantes para eles.

 

Considere sua família

Duas crianças ou famílias nunca são iguais. Refletir sobre as questões abaixo pode ajudar você a adaptar e aplicar a informação e as estratégias para sua família e criança, que são únicas:

 

  • Em quais situações a criança tende a ser mais opositora? O que essas coisas têm em comum? Por que você acha que isso acontece? Como essa compreensão pode ajudá-lo a melhor ajudar a criança?
  • Como você responde ao comportamento desafiador da criança? O que funciona? O que não? O que você pode aprender com isso?

O que você pode fazer?

 

Valide os sentimentos da criança

 

"Eu sei que você não quer colocar o pijama. É difícil passar da brincadeira para a cama."

 

Estabeleça o limite

 

"Mas é hora de ir dormir, para que você possa crescer e ficar forte."

 

Ofereça algumas opções (aceitáveis para você)

 

"Você quer colocar o pijama antes ou depois de ler um livro?" Você pode também dar à criança uma opção entre dois pijamas diferentes. Escolhas dão à criança algum controle de maneira positiva e podem reduzir o confronto.

 

Utilize humor

 

Essa é uma ótima forma de tornar o momento mais leve. Você pode colocar o pijama da criança na sua cabeça, ou tentar colocá-la em algum urso de pelúcia, por exemplo.

 

Estimule a imaginação da criança

 

Para a criança que se recusa a ir para a cama: “O ursinho Teddy está tããão cansado. Ele quer que você o nine e o ajude a dormir". Ou, quando a criança se recusa a arrumar o quarto: "Esses carrinhos querem voltar para o cesto de brinquedos junto dos outros amigos. Vamos ver qual consegue chegar mais rápido?"

 

Imponha o limite sem raiva

 

Se nenhuma das estratégias funcionar, e sua criança continua batendo o pé, imponha o limite calma e firmemente. "Você pode sentar na cadeirinha do carro ou eu posso coloca-lo lá. Decida-se". Se ela insistir, então calmamente e firmemente (sem raiva) pegue-a no colo e sente-a no carro. Com uma voz suave, diga que você sabe que ela odeia sentar na cadeirinha, mas que é para sua proteção - e esta é o sua função número um.

 

Ajude a criança a se recompor

 

Não preste atenção à birra. Apenas comece a falar sobre algo totalmente não relacionado ao assunto: "Uau, veja aquele cachorrão vindo na rua!"

 

Ignorar os comportamentos que você quer eliminar é a melhor forma de se livrar deles.

 

(A exceção a esta regra é se a criança está se machucando ou a alguém - jogando coisas, batendo, beliscando, etc. Se for o caso, interrompa o comportamento dizendo calma e severamente: "Sem bater. Você pode ficar bravo, mas você não pode bater. Bater machuca.")

 

Evite ceder

 

Se você cede a birras, a criança aprende que se ela forçar a barra vai conseguir o que quer. Isso também vai tornar mais difícil na próxima vez que você tentar impor um limite.

 

Fonte: artigo traduzido livremente do site Zero to Three