Aqui em casa não tem manha não!

Começo a postagem debochando da minha própria pessoa achando que ia passa imune a tal crise de angústia de separação. Nunca, nunquinha cante vitória antes da hora.

Junto com o início do oitavo mês começaram umas perturbações no sono do Davi, ele chorava apavorado durante o sono noturno. Porém ele jamais acordava de fato. Mas fazia isso várias vezes na mesma noite. Eu fiquei achando que eram pesadelos e até li em algum lugar que bebês nascidos de cesariana tem mais pesadelos (o que faz todo sentido pra mim, quer coisa mais assustadora do que ser arrancado sem mais nem menos da barriga da sua mãe?). Eu me conformei com isso e a vida seguiu.
Até que teve um episódio que eu resolvi me ausentar, não eu não precisei, eu quis. Dexei ele dormindo e quando eu liguei pra ver como estava a situação eu só ouvi o choro de desespero dele (eu conheço e MUITO bem). Fui correndo pra casa, dei peito, ele voltou a dormir e ficou super bem. Porém na minha opinião foi a gota que fez o copo transbordar. Desse dia em diante ele ficou muito mais grudento, pedinte de colo e fica em pânico quando não me vê. As vezes me ver só não é o suficiente ele tem que ficar se pendurando em cima de o tempo todo
Saí pesquisando por aí e vi que os sinais batiam com o da crise. Acho que o fato de eu ter saído só desencadeou mais rápido o processo de que eu e ele somos duas pessoas diferentes. Até eu tô meio nessa crise. De querer ter as minhas particularidades mas ao mesmo tempo não querer deixá-lo. Vai me entender?!
E nesse meio tempo, coisa de 5 dias. Já foi tempo suficiente pra uma nova palavra entrar na nossa vida. Manha. Pra mim manha não existe e nem vai existir. Porque o que o Davi tem não é manha e sim está passando por um processo emocional de ruptura (no caso entendendo que eu e ele não somos a mesma coisa) e por isso precisa se apoiar onde ele se sente mais seguro, ou seja: euzinha aqui.
Eu me nego a acreditar que ele está assim porque ele não vai pra escola ou porque ele mama no peito. É uma fase e vai passar. Embora tem horas que eu fico exausta e até (fiquem chocados, ou não) de saco cheio dele. Eu respiro fundo e busco a paciência em lugares mais profundos do meu ser, logo ele abre um sorriso ou faz um carinho e eu esqueço que fiquei P da cara.

Chorar é uma das poucas formas de comunicação dele, se ele se sente mal chora, pede amparo. Eu também tem dias que não estou bem e peço amparo, dos meus pais, do Felipe, dos amigos. É normal, só porque ele é bebê não tem esse direito?!
Não eu não vou adestrar meu filho, nem desmamar, nem deixar chorar e muito menos tentar forçar uma separação nesse momento. 


Esse post tá meio confuso, eu quero elaborar melhor o assunto. Mas a demanda anda pesada, volto em breve!