Pele do bebê: macrobiota e assaduras

Lisiê Silva Dalsasso Joaquim*

O bebê dentro do ventre da mãe, tem a sua pele estéril, ou seja, não há fungos nem bactérias. Após o nascimento, a pele do recém-nascido vai sendo gradativamente colonizada por estes microrganismos, formando a microbiota. Eles protegem e regulam nosso contato com o mundo e o meio ambiente, além de serem importantes para a formação da imunidade da criança. As assaduras ocorrem como consequência de um desequilíbrio da pele, seja por contato de componentes agressivos ou por alergias, e que podem culminar no crescimento desordenado de fungos e bactérias.

A criança saudável, possui uma microbiota equilibrada, no qual é composta por fungos e bactérias em toda a extensão do corpo que há contato com o meio externo, como a pele, mucosas, tubo gastrointestinal. Ela é importante para a formação da imunidade, previne o aparecimento de alergias e conferem proteção contra microrganismos patogênicos (que causam doenças). No bebê, esta microbiota ainda está em formação, e, portanto, é imprescindível não interferir na sua formação. A utilização de produtos agressivos; como sabonetes em excesso, pomadas, cremes, fraldas descartáveis que liberam substâncias prejudiciais à pele do bebê, são os principais fatores que influenciam o desequilíbrio da microbiota e que podem porventura propiciar a assadura ou dermatite da fralda. Fatores alérgicos, podem contribuir também para a hipersensibilidade da pele do bebê. O contato com as fezes e urina por um tempo prolongado também podem sensibilizar a pele.

Desse modo, respeitar a microbiota natural em formação na pele do bebê, reduzindo o contato com substancias prejudiciais, é o principal meio de prevenção a assaduras. Por isso, as fraldas de pano contribuem para as interações do bebê com o mundo.

 

* Lisiê Silva Dalsasso Joaquim é Farmacêutica Bioquímica (Analisa Clínica) e Fitoaromaterapeuta.

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