Ciclos que terminam e outros que começam

Faz mil anos que não apareço aqui, motivo: estamos passando por grandes mudanças na nossas vidas.
E eu queria falar sobre quando fosse mais concreto, definido. E não me fazia sentido falar de outras coisas com tudo isso acontecendo.
O primeiro de todos é: Davi está frequentando a escolinha durante as manhãs. Ainda em fase de adaptação. Tô contando no meu instragram cada dia como tem sido. Não tem sido fácil, aliás está bem difícil, ele não fica a manhã inteira ainda. Esta é a terceira semana de adaptação e foram as semanas mais conflitantes. Porque logo em seguida que nós tínhamos dado por encerrado o assunto escola, o Felipe teve uma proposta de emprego irrecusável. Uma excelente oportunidade para ele, só que com período de 8 horas diárias e sem horário flexível. Nós estávamos num revesamento para conciliar os nossos trabalhos e faculdades e com essa mudança o Felipe saiu de jogada durante o dia. Ficando como única saída a escolinha.
A segunda notícia é o ciclo que termina, pelo menos pra mim. Esse pra mim tem sido parte importante do processo. Parte onde as coisas começam a se separar e cada uma das "personas" começa a ganhar sua própria forma e voz. Ontem 04 de maio de 2014 eu fiquei oficialmente liberada para consumir leite e derivados. Foi um mês inteiro de testes e o Davi passou bem, teve uma semana de adaptação. Mas logo já ficou normal. Foram 1 ano e 1 mês de entrega, de fusão completa. E essa fusão começa a mostrar que precisa terminar, ele e eu precisamos deixar de ser "nós" para sermos Laís e Davi, Mãe e Filho. Perceber isso pra mim foi parte fundamental pro processo de cura, não só da APLV mas cura emocional. Se valeu a pena? Claro! Se foi fácil? Jamais. Mas me sinto orgulhosa de mim e também com a sensação de dever cumprido. Agora só o Davi faz dieta de restrição, porém em casa ainda mantemos o leite fora de cena.
Obrigado a todos que de alguma forma me apoiaram nesse desafio, de perto ou de longe. Em silêncio ou com palavras. Sozinha eu jamais teria conseguido, sem o Felipe fazendo comigo e mantendo a nossa casa livre de LV, sem meus pais que arrumaram um armário louças e cozinhavam sempre a mesma comida para todos quando estávamos lá. Sem toda a nossa família que compreendeu os cuidados que ele precisava e sempre lavaram as mãos e se mantiveram longe quando estavam comendo coisas proibidas. Agradeço também a minha tia Jose que foi não só apoio mas também inspiração, a minha prima Marina (vulgo Tia Beico) que me ajudou a compreender coisas que pareciam incompreensíveis. A Maria Alice que não só me ajudou com receitas deliciosas como me mostrou que esse tempo todo estive sim levando uma alimentação muito mais saudável. Todos os nossos amigos, que entenderam quando recusei um convite, quando fui e fiquei pouco, que ouviram minhas lamentações quando estava de saco cheio. E todos que acompanharam a nossa caminhada até aqui e torceram para que o final feliz chegasse logo. Claro que o fim mesmo será quando ele estiver completamente livre, porém a minha parte nisso já terminou.