Histórias de um chá de bebê com a Nós e o Davi

Em setembro realizamos um chá de bebê que foi muito divertido. Para começar, os pais ainda não sabiam o sexo do bebê, então ficou conhecido com o "Chá de Bebê do Curupira". Depois, além de o chá de bebê ter dado um super sucesso, foi muito
bacana trocar ideia com o Lucas, pai do Curupira, durante toda a realização.
Ele e a Iully são uns queridos! Então pedimos para que eles nos enviassem um pequeno depoimento de como havia sido
fazer o chá de bebê conosco, e o Lucas acabou nos mandando um relato. Ele disse que podíamos editar, mas quem disse
que a gente conseguiu? Resolvemos trazer aqui para o blog!

Histórias de um chá de bebê com a Nós e o Davi

*Por Lucas E. Mota, pai do Pedro (ou Curupira)

Nós decidimos rapidamente sobre as fraldas de pano devido a nossa situação financeira e nossa relação com o meio
ambiente. Somos estudantes de graduação em Oceanografia de uma universidade pública federal, a mãe, Iully, vive quase
que 100% de bolsas e eu com o famoso paitrocínio.
Como as responsabilidades se acumulam neste momento delicado, exigir um apoio familiar nos traria frustração a todos (inclusive às próprias famílias). Neste sentido, resolvemos fazer dois chás de bebê (faríamos três, mas no final estávamos
muito cansados), um na cidade onde estudamos e outro na minha cidade natal. Os dois chás foram acompanhados de uma explanação simples sobre a economia das fraldas e o link do nosso chá no site da Nós e o Davi para compra, via evento no Facebook. Como os cadastros e outras peripécias da internet geravam certa confusão, lançamos também a opção de
depósito em conta.
Foram dois eventos que geraram pouca arrecadação de fraldas. Além disso, por simples desejo, eu resolvi postar as coisas
que mais me comoviam durante aprendizados da gestação que iam ocorrendo ao longo do tempo. Tanto para apoiar outras
pessoas que ou tinham situações de gestação velada, ou sonhavam em engravidar logo, quanto para compartilhar com as pessoas amadas porém fisicamente distantes (visto que quando entramos num processo denso como um primeiro filho, as pessoas tendem a se afastar por acharem que estamos muito ocupados), quis abrir essa janela de comunicação. E isso foi gerando uma comoção que, junto com os dois eventos já criados, criamos um terceiro onde (quase) todas as pessoas do Facebook pudessem ajudar se quisessem. Mas, o que mais deu audiência foram, claramente, as postagens, foi quase que
um 'crowdfunding' da vida (que por sorte está na moda).
Ao final da gestação já tínhamos dinheiro suficiente - doado de parentes distantes, amigos, colegas da faculdade,
professores, todos comovidos com as postagens esporádicas - para comprarmos nossa meta de fraldas e absorventes,
que eram 25 fraldas e 50 absorventes. Escolhemos a Nós e o Davi porque o site era um pouquinho mais organizado e o
acordo de compras acima de 200R$ = frete grátis e a cada 10 fraldas ganharíamos 5 absorventes, nos pareceu bem justo.
Além disso, a resposta rápida nos e-mails também foi crucial para a escolha. Para escolhermos a quantidade, fizemos a
seguinte conta: se um RN tem um ciclo completo de soninho + mamada + cocô em 3h, então em 24h ele suja 8 fraldas. Pra
ter uma folga nas lavagens arrendondamos pra 25, absorventes sempre o dobro, pra caso de impermeabilização, de qualquer imprevisto).
Apesar de planejarmos com afinco desde o início da gestação, não teríamos conseguido sem o apoio das pessoas ao nosso redor, então na prática ficamos muito surpreendidos e satisfeitos ao ver que tudo deu certo, a hora que chegou a caixa colocamos o bebê em cima pra tirarmos fotos :). Vale fazer uma ressalva importante que, como insistimos desde o início nas fraldas de pano, as pessoas não deram nem um terço do que dariam em fraldas descartáveis e MESMO ASSIM temos pacotes suficientes para intercalar em casos de viagens e etc., talvez até o desfralde. Outro ponto positivo foi que, já que não tínhamos desejos de fraldas descartáveis, ganhamos muitas roupinhas. Muitas mesmo. No final da gestação estávamos doando ou trocando em brechós por outros tamanhos que faltavam.
No final até as mães dos estudantes estavam nos ajudando. Ao irem para casa, sempre voltavam com algum presentinho,
isso tudo sem pedirmos nada, tivemos até que pedir para PARAREM de dar roupinhas, hahahahah. Toda uma rede de
amizades fez parte desse processo e, a cada peça de roupa ou estampa de fralda, temos impresso uma intenção carinhosa
que nos permitiu transitar entre a gestação com muita tranquilidade, apesar das dificuldades de pai e mãe jovens de
primeira viagem.

Pedro-curupira faz charme com sua fraldinha
A pilha de fraldinhas quando chegou a caixa!