mais APLV

Eu tava com uma postagem sobre maternar engatilhada, mas como surgiram mudanças no tratamento do Davi achei melhor postar sobre isso, assim todo mundo já fica sabendo como estamos.

Desde que suspeitamos da APLV, eu busquei o máximo de informações que pude sobre a doença na internet. O grupo do facebook MFAL (Meu Filho é Alérgico e Leite), é rico em informações e orientações porque assim que recebe uma suspeita dessas a gente fica sem saber o que fazer por onde começar já que a dieta é cheia de particularidades. E todos os 7 médicos que consultei em Florianópolis eu percebi que nenhum deles dominava de fato essa alergia alimentar. Foi então que uma mãe no grupo me recomendou um médico em Curitiba. Primeiro eu pensei, nossa pra que vou até lá, mas realmente senti que algo ainda estava errado no tratamento e mesmo que não estivesse gostaria de consultar alguém com conhecimento para me orientar corretamente da dieta. E quer saber? Valeu cada centavo, cada litro de gasolina. O Dr é excelente participa do conselho nacional da alergia alimentar é um dos médico que dá suporte ao site da Alegria ao Leite de Vaca. Contamos a ele todo o histórico médico do Davi, suspeita de refluxo, infecção urinária, o refluxo que nunca ficava bom, e por fim a minha suspeita de APLV. Falei todas as medicações que o Davi tomava e também mostrei todos os exames que tínhamos. Aí ele me olha bem sério e diz assim: Olha, o que eu vou falar pode parecer muito diferente do que tu ouvisse até agora, mas eu acho que se vocês vieram até aqui é porque querem ouvir a minha opinião. Foi aí que ele deu a orientação mais louca e mais sensata ao mesmo tempo. Cortar TODOS OS REMÉDIOS que são 5: um inibidor de bomba de prótons pela manhã em jejum, antiácido, mais um para ajudar o amadurecimento da válvula e dois homeopáticos e manter apenas a dieta, bem rígida, sem falhas. Baseado em quê? Primeiro porque estamos metralhando pra todos os lados sem saber o que realmente ele tem. Segundo que todos esses remédios tem reações, e essas reações são muito similares a esofagite e a doença do refluxo gastro-esofágico. E que estas duas doenças já existem exames para diagnosticar e que o procedimento mais adequado e menos agressivo ao bebê é realizar a exclusão da possibilidade de uma alergia alimentar (sem refluxo) para depois partir para os exames e somente após isso iniciar a medicação adequada. Ele me mostrou artigos e experimentos científicos para provar o ponto dele e já me adiantou que suspender a medicação vai ter primeiramente um efeito rebote. Ou seja, me preparou para uma semana de crise. Pediu para que daqui a 3 dias eu entrasse em contato com ele e após uma semana passasse as medidas (peso e estatura) e que aí combinaríamos um retorno.
Pretendo postar aqui como foram os dias do Davi, até para melhor controle meu e assim já dou notícias a todos!

Estou esperançosa!