minha forma de maternar - e as besteiras que dizem por aí

Todas as grávidas e recém-mães sofrem do pior mal do mundo: os palpites!
Demonho, vocês não tem noção como isso é chato! É um tal de: "não dá bico", "dá bico, senão ele acaba contigo", "dá mamadeira", "dá peito", "não deixa dormir na cama contigo", "não dá muito colo senão fica manhoso", "deixa chorar, é bom pra abrir o pulmão (fica chorando tu pra abrir o teu, né?)". Se isso não fosse um blog de família eu diria: Tô andando e...

Mas dentre todos os palpites do mundo o único que eu guardei pra mim foi: "Ouve a tua intuição", ironicamente ele sempre vem acompanho de um dos palpites acima, mas eu preferi ficar só com a primeira parte. Hoje em dia eu acho inaceitável, maternar sem buscar informações! Entre uma troca de fralda, uma mamada, um afazer doméstico eu tento me informar ao máximo mas fazendo as minhas escolhas. O que EU e o Felipe acreditamos ser melhor. Eu acho que toda mãe tem o dever de buscar informações porque hoje elas estão totalmente acessíveis com um clique. Antigamente as mães meio seguiam seus instintos, meio seguiam as convenções sociais. É a sociedade é dura com as mães e com as crianças, espera-se muito de apenas um recém-nascido. Eu tento fugir das obrigações sociais (impossível fugir de todas), mas daquelas que acredito que vão prejudicar ou atrapalhar o desenvolvimento do Davi.
Nas minhas pesquisas me deparei com a criação com a pego ou attachment parenting, me encantei! Me apaixonei ainda mais pelo Dr González e seu livro Besame mucho, lindo! Ambos, não  impõe regras de como criar seu filho, e sim reforçam e nos chamam a ouvir nosso instintos muitas vezes esquecidos em meio a tanta correria, tanta tecnologia. O instinto não grita, ele sussurra, é difícil pra caramba de ouvir, viu?
É um exercício diário, eu me pego pensando como fazem os animais? Como o ser humano fazia quando ainda era índio ou morava nas cavernas?  Pode parecer maluco ou engraçado, mas é mais difícil ouvir seu lado bicho falando do que se imagina.
No início o Felipe implicava, me chamava de super mãe. Eu nunca fui e nem almejo ser. O que eu me pergunto diariamente é: Estou sendo a melhor mãe que posso ser? E todos os dias me respondo, não! Tenho muito a melhorar, acho que essa é a pergunta que todas as mães devem se fazer. Ninguém é perfeito, a super mãe não existe. Mas algumas mães já estão quebrando vários paradigmas da maternidade, dando  cada vez mais o melhor de si para seus filhos e criando seres humanos fantásticos. Mais conscientes, com muito amor, ligados mais as emoções do que as coisas, preocupados com seu corpo, sua saúde e também com o meio ambiente.
Essa é a mãe que eu almejo ser.