Terrible... WHAT?

Um fato sobre mim: eu nunca acreditei nos terrible twos.
(por favor não me matem!)
Desde que o Davi fez 18 meses eu me sentia em lua de mel com os lovely eighteen
Mas quando eu ia comentar isso com as pessoas, ouvia sempre: espera até os terrible twos! 
Mas aqui com o Davi continua tudo tão, tão gostoso que não posso chamar isso de terrible.
Agora o Davi está com 2 ano e 9 meses. Tem muito choro sim; tem vezes que ele não quer obedecer, mas não tem nada de terrível!
Nesse período (dos 18 meses até agora), eu tenho usado algumas estratégias para tornar tudo mais fácil por aqui.
1) A criança é uma pessoa. Parece óbvio, mas às vezes eu vejo tanta gente que simplesmente ignora esse fato. Ou seja, tem mau humor, tem vontades, tem dias bons e dias mais ou menos. Compreender isso ajuda muito a superar os momentos críticos.
2) Cuidar do sono: Eu com fome até sou Ok, mas experimenta me acordar! Aqui, noto que 75% dos casos de choradeira são na verdade provocadas pelo sono. Eu sei que ele dorme cedo, então se eu escolho sair de casa depois das 20h já me preparo para ele não estar muito compreensivo. E na maioria das vezes eu não o levo ou não vou.
3) Prestar atenção ao ritmo da criança: o Davi dorme e acorda cedo, mas ele precisa começar devagar a manhã, parece que demora uns 40 minutos pra realmente acordar. Essa sacada fez com que eu acabasse com o estresse matinal antes de sair de casa. Antes, assim que ele acordasse eu já colocava a roupa e levava para tomar café. Ele nunca queria comer e ia pra escola de má vontade. Agora eu me organizo pra fazer algo em casa enquanto ele vai despertando, deixo o café na mesa e ele vem sentar sozinho. Isso gerou um "atraso" de meia hora na escola, mas teve um impacto muito grande na nossa convivência.
4) Se não é sono, é fome. Muitos momentos em que o Davi fica irritado eu já consegui identificar como fome. Quando ele morde, geralmente eu dou uma coisa para roer (dica da escola!), tipo cenoura, maçã, algo mais duro.
5) Dar opções. Quando eles invocam em não fazer algo, como vestir-se por exemplo. Eu pergunto: "Blusa amarela ou de dinossauro?" Aí ele acaba escolhendo alguma coisa. Dou a ele a possibilidade de escolha e não apenas estar seguindo ordens.
5) Para, abaixa, conversa. Exige da gente paciência, muita as vezes. Confesso que nem sempre é fácil. Mas em geral o resultado é positivo pra todos.
Umas semanas atrás estávamos nós dois prontos pra sair de casa, eu cheia de sacolas, mochila, bolsa, notebook... Aquelas cenas bem típicas. Davi prontinho também. De repente, ele para na porta e resolve que ele não quer mais usar fralda (tópico para um próximo post!). Eu pensei "PORQUE AGORA???". Tentei argumentar dizendo que estávamos prontos, que a mamãe tinha que ir trabalhar, que os amigos estavam esperando na escola. Mas nada funcionou – ideia fixa, sabe? Então eu respirei fundo, abaixei à sua altura e disse: "Ok Davi, a mamãe está cheia de coisas nas mãos, você consegue se trocar sozinho?" Ele fez que sim e foi. Tirou a bota, a calça, a fralda. Colocou a cueca, a calça, a bota. Pegou a fralda na mão e me mostrou: "Viu, tava muito molhada mamãe!" (Detalhe: estava completamente seca, fazia 5 minutos que eu tinha colocado). E assim fomos para a escola numa boa.
Essas são algumas das estratégias que me ajudaram a encarar essa fase de uma maneira mais leve e sem tanto estresse.
Posso dizer que no final das contas o Davi está assim: terrivelmente apaixonante! <3