Uma semana acordada!

A nossa sacada ficou assim a semana toda

Segunda-feira passada, 17 de junho de 2013. Começaram ao redor do Brasil movimentos e manifestações por melhorias no país. Sempre gostei de história, sempre mesmo. Mas teve um cara sensacional que eu carinhosamente chamo de Zé que me despertou uma paixão louca por ela. Era meu professor no colégio e de lá eu me envolvi com diversos tipos de histórias. Mas jamais imaginei que um dia eu iria participar da história do meu país. Sempre amei ler sobre as revoluções e percebi que uma estava começando bem em frente a minha janela, do computador.
Toda revolução tem um estopim, a nossa não poderia ser diferente. Mais um aumento da tarifa do transporte coletivo. Tarifa que vem aumentando e nada da qualidade do serviço melhorar. Mas essa foi só a gota para o copo (ou caixa d'água) transbordar. Paralelo a tanta coisa errada estamos em foco internacional por causa da copa. Nada mais justo aproveitar esse momento. E todo mundo foi pra rua.

Ir pra rua virou mania nacional, gente que não tava nem aí pro futebol, no país do futebol. Eu achei lindo, até mesmo quando quebraram tudo #prontofalei . Porque não se faz revolução fazendo carinho na cabeça de ninguém.Estava louca, louquinha pra participar. Mas como? Tenho o Davi e por mais que os protestos fossem em sua grande maioria pacíficos eu jamais iria arriscar a integridade física e o bem estar dele.
Comecei indo para a janela e pendurando uma "bandeira" (na real era uma toalha fralda do Davi) branca na sacada. Fizemos um cartaz para o Davi que depois de mil tentativas, rendeu uma foto aceitável. Isso só serviu pra me deixar mais animada. 

Na terça-feira o Felipe foi na manifestação representando todos nós. Achei lindo, fiquei muito feliz por ele. Pelo Davi que tem motivo para se orgulhar do pai. Mas aquilo só me deixou com mais vontade de ir.
Só que eu não era a única, mais mães estavam com o mesmo sentimento. Então tratamos de organizar uma manifestação que incluísse as crianças. Que eu cansei de convidar vocês aqui, não é? 
Saímos de manhã cedinho de Tijucas com destino ao Trapiche da beira-mar norte, ponto de encontro combinado. No início estávamos todos tímidos (eu fiquei até o final, juro) mas conseguímos nos reunir em um belo grupo que caminhou pela ciclovia, chamando atenção de pontos que acreditamos ser válidos e que precisam de atenção, dentre eles:

- Contra a violência obstétrica
- A favor da licença maternidade de 6 meses
- A favor da licença paternidade de 30 dias
- Contra o estatuto do nascituro

 



Fizemos bonito, deixamos o exemplo para os nosso filhos e colocamos nossos nomes na história. A todas as famílias que foram ontem conosco PARABÉNS! Por saírem das suas casas e irem as ruas passar uma mensagem e muito obrigada por juntarem conosco.


Amanhã eu volto contanto como foi a repercussão da nossa manifestação na mídia (sim! teve mídia!!!)