Vencemos a batalha, mas não a guerra

Já contei aqui as nossas duas primeiras batalhas, a indução e a amamentação. Mas a vida não deixou a gente quietinho não. No dia 21 de dezembro amamentei o Davi normalmente as 10 da manhã, depois de mamar, ficou um pouco no colo depois chorava, e bem forte! Amamentei de novo, era só tirar do peito que ele chorava. Neste dia amamentei o Davi das 10 as 14 com pequenos intervalos, estava exausta! Mas enfim passou, não achei que fosse nada grave. No dia 24, a noite a mesma cena se repetiu. No dia 25 durante o almoço de natal também. Como essa época do ano festiva é mais agitada, associamos o choro forte a agitação, colos estranhos essas coisas.
Dia 27 ele teve sua primeira consulta com a pediatra, após muita conversa ficamos com a suspeite de refluxo patológico e esofagite de refluxo. Davi não tinha engordado o indicado, viemos para casa com as seguintes recomendações: observar o sinais de refluxo patológico para diagnosticar corretamente, amamentar de 2 em 2 horas para ganho de peso, e dois possíveis tratamentos um pela homeopatia e outro pela a alopatia. A médica de deixou a recomendação que se fosse muito forte a dor dele não insistir na homeopatia já que ele precisava ganhar peso. Quando chegamos em casa o Davi começou a chorar, um choro de desespero as mãozinhas dele agarravam na gente com uma força. Decidi ali que nem iria tentar a homeopatia, afinal que mãe aguenta ver seu filho sofrer? Quando ele finalmente calou, fui dormir destruída, cansada física e emocionalmente. Ao encostrar a cabeça no travesseiro o choro dele ainda ecoava na minha mente. E foi assim por uma semana, cada vez mais frequente as crises, cada vez pior e mais forte o choro. Inúmeras ligações para a pediatra, que pediu para segurarmos as pontas (receitou um anti-ácido para apagar o fogo das crises) para ver se a medicação fazia efeito. Quando ele dormia, eu chorava, o sentimento de impotência ia aparecendo cada vez mais forte. Acalmava ele no meu colo e abraçava -o envolvendo inteiro com meus braços, como se a dor viesse de fora e eu pudesse protegê-lo dela. Pensei muitas vezes porque com o meu filho? Mas enfim, isso não ia curá-lo.
O clima ficou pesado porque todos nós estávamos sofrendo junto com ele. Inquieta, fiquei na duvida se as crises não estavam mais frequentes e o anti-ácido estava mascarando, liguei para pediatra. Resolvemos parar com o anti-ácido e anotar a duração e frequência do choro. Iniciamos essa tática na quinta-feira (10/01/13), no domingo eu não aguentei mais, ele chorou 4 horas seguidas, cada vez mais forte. Liguei de novo, ela ouviu o choro do Davi no telefone. Iniciamos o novo tratamento na segunda, e muuuitas medidas anti-refluxo.
Só quem é mãe sabe como fere ouvir seu filho chorar e não poder arrancar o sofrimento dele e pegar para si.

 

Eu acalmando o Davi, na madrugada do Revellion